• zuleika azzolini

História da Indústria Gráfica - parte 3 - Impressão Gráfica

Desde o tempo da invenção de Gutenberg até o início do século XVII, não houve grandes mudanças na forma utilizada para impressão. Até que, em 1798, Alois Senefelder criou o sistema de impressão Litográfica em Munique na Alemanha.

Esse sistema utiliza uma pedra porosa com o objetivo de ter uma afinidade com a água para as letras serem marcadas a lápis (também poderia ser pincel) com tintas gordurosas, depois emudece a pedra com água e logo após deveria aplicar a tinta com base gordurosa na superfície da pedra com um rolo. Após alguns processos, a pedra estaria úmida pela água, com isso, não aceitaria a tinta gordurosa, resultando em áreas com imagens e outras sem imagens.

É importante descrever brevemente o processo, porque a impressão tipografica só seria possível futuramente por causa deste sistema cujo nome já explica os métodos, em que no grego Litos = pedra e Grafe = escrever, Litografia.

A impressão tipográfica, é semelhante a Litográfica, só que aperfeiçoada, com o processo onde se permite trocar os “tipo”, onde previamente eram feitos em chumbo onde eram montados em gabaritos de forma espelhada, o berço era colocado em uma máquina tipo prensa onde a rolagem com tinta passava umedecendo os tipos e logo depois a boca da máquina fechava passando a tinta para o papel, a máquina exigia muita habilidade de seus operadores, este processo ainda é utilizado nos dias de hoje.

Litográfica e Offset. Um dos diferencias é, enquanto a Litográfica tem um sistema de impressão direto, a Offset realiza de maneira indireta.

Esta tecnologia foi criada pelo americano Ira Washington Rubel, era um litógrafo de Nova Jersey, também foi patenteado pelo alemão Caspar Hermann, de Baltimore, Maryland, ambos nos Estados Unidos. Infelizmente está máquina não veio imediatamente para o Brasil, apenas chegou ao país tropical na década de 1920. A companhia Lithographica Ferreira Pinto, do Rio de Janeiro foi a primeira a importar uma impressora offset no Brasil, na época esta empresa atendia praticamente apenas a fábrica de cigarros Souza Cruz. Não demorou muito para uma empresa do estado de São Paulo importar o equipamento, em 1924, a Gráfica e Editora Monteiro lobato também entrou para o mercado, sendo o primeiro do setor paulista e o segundo no Brasil.



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